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Cuidados com a saúde das crianças, elas também podem ter hipertensão
Publicado em: 14/03/2019

Observada cada vez mais precocemente, a incidência da hipertensão varia de 2% a 13% entre crianças e adolescentes.

 

Chamada de “mal silencioso”, a hipertensão arterial, antes considerada exclusividade entre adultos, pode fazer parte da rotina dos pequenos. Observada cada vez mais precocemente, a incidência da pressão alta varia de 2% a 13% entre crianças e adolescentes. A explicação, na maior parte das vezes, está no estilo de vida contemporâneo que reúne maus hábitos alimentares e sedentarismo, resultando em obesidade e problemas associados como a pressão alta.

 

“Nos últimos anos, chama a atenção o aumento da hipertensão entre as crianças, principalmente em idade escolar. Muito por conta do estilo de vida inadequado, com muita gordura e sal na alimentação. Além de pouca ou nenhuma atividade física”, afirma Tatiana Wilberg, cardiologista infantil do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

“Já percebemos casos de hipertensão por fatores psicológicos como ansiedade e estresse. Bastante comum entre crianças com atividades extracurriculares em demasia e jovens que vão prestar vestibular”, avalia a cardiologista.

 

O monitoramento da pressão arterial do seu filho pode colaborar para a detecção precoce de doenças relacionadas à hipertensão. O ideal é que o pediatra comece a medir a pressão arterial, nas consultas de rotina, a partir dos 3 anos de idade. Mas o diagnóstico requer cautela. Assim como os adultos, os pequenos podem apresentar casos de hipertensão arterial transitória, conhecida como “síndrome do avental branco”, quando a pressão aumenta na presença do médico. Por isso, é recomendado comparar duas ou três medições em situações e horários diferentes.

 

“Se a mãe percebe que esse cuidado não faz parte da rotina do pediatra, tem de lhe pedir que faça a medição. Além de monitorar a pressão arterial do pequeno, o exame colabora para a detecção de doenças relacionadas à hipertensão”, alerta Gustavo Foronda, cardiologista infantil do Einstein.

 

Outro detalhe importante é o aparelho de medição: um modelo especial, diferente do utilizado nos adultos. “O equipamento precisa ter ajustes adequados para os braços e o melhor é aquele que faz as medições automaticamente”, explica Eduardo Mesquita de Oliveira, cardiologista. “A pressão arterial nas crianças é diferente de acordo com a idade, o peso e a altura. Existem tabelas que definem se o valor medido está dentro do padrão da normalidade”, explica o médico.

 

“Uma criança ou adolescente hipertenso poderá ter lesões no que chamamos de órgãos-alvo: cérebro, coração e rins. Isso traz consequências seríssimas, como o acidente vascular cerebral (AVC). Além de insuficiência cardíaca e, por exemplo, a necessidade de hemodiálise por perda das funções renais, no futuro. A ideia é ficar atento e, se houver hipertensão, manter sob controle desde cedo”, orienta o médico.

 

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